
Já se passaram quase três dias desde a tua partida. Três dias, onde não me sais da memória. Por instantes penso que em ti não penso, mas estou pensado, tudo em mim pensa em ti, sobre ti. Combinamos em não dizer nada um ao outra ate à tua chegada mas já não aguento o silencio da tua voz. Todos os dias olho para o relógio numa ânsia desmedida que por aquela porta entres e me peças o teu tão habitual descafeinado. É em vão. Sei que estas longe e que nos próximos dias terei de me conformar com a tua dolorosa ausência que me desassossega. Ontem regressei a casa cedo após o fecho do café. De tão acostumada que estou em estarmos juntos ate um pouco mais, não consegui que o sono me embalasse e me adormecesse para que não matutasse que cá não te encontras. Dói-me tudo! E dói-me mais ainda saber que me sinto assim por ti. E eu que não queria voltar a estar assim, assim enamorada de novo. Regressa de pressa para junto de mim pois aquilo que conheci contigo não tem a mesma graça sem ti.
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