
Naquela noite embaraçosa o meu telefone tocou vezes e vezes sem conta. Não atendi uma chamada sequer, era o Romeu.
Das chamadas passou a mensagens das quais me dignei a responder. Notava-se na sua escrita que estava furioso, magoado e com vontade de mandar tudo pelo ar.
Mandei-lhe mensagens que fazia transparecer que estava calma e segura daquilo que lhe dizia, havia convicção nas minhas palavras, contudo, as dele estavam repletas de raiva e magoa, o que presenciara inundava-lhe os pensamentos e era-lhe difícil absorver o que lhe escrevia perante o que vira.
Ao final do dia iríamos enfrentar-nos cara-a-cara, seria difícil para mim mas teria de manter uma postura calma e imparcial perante tudo, porque eu era a causa de tudo...
É estranho como uma atitude muda mil acções...
Ao final do dia, após alguma aversão entre ambos lá conversamos. Estava abatido e havia perdido o sorriso bem como o brilho no olhar.
Pediu-me uma explicação para o que vira. Bem, não a sabia dar, afirmei que apesar de parecer algo comprometedor a verdade é que não tinha havido nada, por muito que fosse difícil de acreditar era a verdade.
Falamos e falamos até que a minha expressão assumiu uma plenitude de calma e serenidade, nada me demovia daquela sensação, estava no comando das minhas emoções e tinha o poder de o ter da forma que pretendesse.
Após um momento de silêncio, aproximei-me dele, olhei-o nos olhos e beijei-o de forma carinhosa como se ânsia-se por um beijo a uma eternidade...
Acho que é amor a sério :)
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